História Redação 28 de fevereiro de 2018

O dia em que a Maratona de Nova York conheceu sua rainha

por Nelton Araújo No início da manhã de domingo de 22 de outubro de 1978, em Staten Island, um voluntário recebia as bolsas dos participantes da 8ª Maratona da Cidade de Nova York. Em certo momento, recebeu a bolsa de uma loira escandinava, de pernas bambas e olhando como se tivesse caído de paraquedas naquele local. Era esguia e com porte de atleta, porém seu número de peito alto, 1173, era um indicador que ele não estava lidando com uma atleta de elite. - "Você já correu uma maratona antes?", Perguntou o voluntário, não aguentando de curiosidade. -"Não", respondeu a

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História contrarelogioadm 26 de novembro de 2017

Por que os recordes mundiais são quebrados em Berlim?

Entra o mês de setembro e todos os olhos se voltam para Berlim. Mais precisamente para o dia 24, quando muitos apostam na obtenção de mais um recorde mundial na maratona masculina. Afinal, de um lado estará o ex-detentor do recorde mundial, o queniano Wilson Kipsang, conquistado na capital alemã em 2013. Do outro lado, o homem que impressionou a todos no último 6 de maio, tangenciado a barreira das sub 2 horas (não homologadas), na maratona experimental da Nike, em Monza, o também queniano Eliud Kipchoge. Ambos desistiram da possibilidade de serem condecorados com o título de "campeão mundial"

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História Redação 26 de setembro de 2017

Os grandes recordes da maratona masculina

No último dia 6 de maio, a Nike colocou em ação o seu projeto Breaking2, que visava checar as ideias fisiológicas destes tempos em relação à superação da barreira das duas horas na maratona. Tal como em um laboratório, todas as variáveis estavam sobre controle no Autódromo de Monza (palco do desafio): clima, marcadores de ritmo e um carro à frente quebrando o vento, suplementação e a escolha do maratonista mais constante em resultados dos últimos anos, o queniano Eliud Kipchoge, para ser o responsável pela primeira marca na casa de 1:59:59. A barreira não foi quebrada por 26 segundos

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História contrarelogioadm 30 de julho de 2017

O HEXACAMPEONATO DE MARILSON NOS 10 KM TRIBUNA FM, EM SANTOS

"Marilson ganhou! Marilson ganhou, gente!", era o que escutava lá pelo km 8 da minha primeira São Silvestre, em 2010. O público se abraçava, pulava e gritava por aquele que seria o último vencedor dessa prova até os dias de hoje. E eu, que já sabia um pouco sobre Marilson, passei e enxergar que este se juntava ao panteão de ícones de uma nova geração de corredores, junto com Vanderlei Cordeiro de Lima. Encerrou sua carreira na maratona olímpica do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, e não recebeu o galardão merecido, tanto pela imprensa quanto por nós. A

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História contrarelogioadm 24 de julho de 2017

OS 20 ANOS DA MEIA-MARATONA DO RIO

Quente, tarde, mas charmosa. A Meia-Maratona Internacional do Rio de Janeiro é a competição, depois da São Silvestre, da qual os atletas mais reclamam nos dias de hoje. Quem nunca ouviu um amigo corredor, ou você mesmo, tecer impropérios acerca da "Prova da Globo"? Apesar disso, a Meia do Rio, que, no dia 20 deste mês irá completar duas décadas de existência, tem uma importância significativa no crescimento e popularização das corridas de 21 km. Convido o leitor a passear pelas histórias daquela que nasceu e continua sendo a maior competição do gênero no país. Após o boom dos maratonistas

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História admin 21 de abril de 2017

A MAIS EMOCIONANTE MARATONA DE BOSTON

A vitória já parecia definida quando as motos dos batedores entraram na Boylston Street, a rua que conduz ao pórtico de chegada da Maratona de Boston. Eles já cercavam o cubano, radicado nos Estados Unidos, Alberto Salazar, certos da sua vitória na 86ª edição. No entanto, os gritos das centenas de milhares de espectadores que se acotovelavam ali ficaram cada vez mais fortes, alucinados. E não era só para Salazar, mas também para o americano Dick Beardsley. Renascendo das cinzas e suportando a dor no isquiotibial direito, a plateia viu Beardsley driblar as motos, chegando a ficar a menos de

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História admin 21 de abril de 2017

O LONGÃO QUE SE TORNOU A MAIS BONITA ULTRA DO MUNDO

Por longos anos, cruzar o Oceano Atlântico em direção ao Índico foi a grande obsessão dos europeus. Afinal, era a forma mais vantajosa de se estabelecer uma ligação com as Índias sem ter que pagar as altas taxas aos genoveses e venezianos que dominavam o até então único elo possível ao que chamamos hoje de Oriente Médio: o Mar Mediterrâneo. Provavelmente você aprendeu isso na escola, assim como que a maior dificuldade para alcançar o Índico era o temível "Cabo da Tormenta", que apesar de não ser o extremo meridional a ser contornado (mas sim o Cabo das Agulhas), era

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História admin 26 de março de 2017

A linha do tempo dos tênis de corrida

Você com certeza é fascinado por tênis, como são todos os corredores. Esperamos duas vezes por ano com ansiedade o "Guia do Tênis" da Contra-Relogio, em abril e outubro, para nos inteirar das novidades. É o principal papo nas nossas rodinhas pré e pós-treino. Muitos se despedem de um tênis inutilizável como se fosse de um ente querido. Outros acumulam e colecionam pares e pares dos seus modelos prediletos. É considerado o artigo fundamental para a obtenção de recordes, sejam os pessoais ou - no imaginário de muitos - o mundial. É uma relação que - para muitos - beira

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História admin 19 de janeiro de 2017

Tecnologia, técnica e ícones: a história do salto com vara

O momento mais marcante para o atletismo brasileiro na última Olimpíada não se deu nas pistas. Já era final de noite naquele 15 de agosto e as emissoras de televisão esqueciam as quartas de final do vôlei de praia e focavam, em definitivo, suas câmeras para o Estádio Olímpico. Era noticiada a atitude kamikaze do atleta brasileiro Thiago Braz. Até então ele vinha num dramático embate com o atual campeão mundial, o francês Renaud Lavillenie, e, centímetro a centímetro, foram eliminando os outros competidores e se isolando na disputa. O treinador do brasileiro, Vitaly Petrov, assistia serenamente o seu atleta

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História admin 6 de janeiro de 2017

A CONSTRUÇÃO DE UM CAMPEÃO OLÍMPICO: JOAQUIM CRUZ E O OURO EM LOS ANGELES 1984

Entre as várias formas de se perceber a força de uma nação no contexto internacional estão os esportes. É até a mais simbólica, pois sai das portas fechadas de reuniões diplomáticas, e mostra-se visível a milhões de espectadores. E a Olimpíada é o epicentro de tal exibição, no qual não é avaliado apenas como cada esporte se desenvolveu, mas também onde cada medalha de ouro é uma metáfora do confronto geopolítico entre as nações. E o Brasil, com seus mais de 200 milhões de habitantes, proporções continentais, e com uma ampla diversidade cultural, era de se esperar que a prática

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