Os três dias que passei em Belo Horizonte confirmaram o que já havia percebido na etapa deste ano da Golden Four Asics e nos contatos pelo blog ou em reportagens para a Contra-Relógio: os mineiros estão entre os maiores apaixonados pela corrida e brigam pela liderança no ranking do “bem receber os visitantes”. Valeu muito ter estreado na Volta da Pampulha no último domingo (04).

Primeiramente, quero agradecer aos corredores de todo o Brasil que passaram pelo estande da CR na entrega dos kits, conversaram com a gente, trouxeram pão de queijo, doce de leite, pamonha! Não vou citar todos os nomes, porque acabarei esquecendo muitos, sendo injusto e ficará chato, mas por meio do Cláudio Maciel, Vitória Run, Maria Vitória Abreu, Leonardo Liporati, Marcelo Camargo, Antonio Claret, Heleno Marques, Rodrigo Smarzaro e Leo Mesquita estendo os agradecimentos a todos, incluindo ainda o pessoal do Twiters Run pela diversão no jantar de massas pré-prova. Obrigado. Vão se preparando, em abril estaremos de novo invadindo Belorizonte!
Falando especificamente da corrida, pelas conversas que tive, a Volta da Pampulha evoluiu bastante nesta edição. A começar pela entrega dos kits, em um lugar bem espaçoso e organizado no Carrefour Ouro Preto, com direito a uma boa feira, com diversos estandes. Outro ponto de destaque (esse mais do que uma unanimidade): a antecipação da largada para as 8 horas. Minimizou demais os efeitos do clima (quem sabe no ano que vem não cai para 7h30, mas já está muito bom).
Me chamou a atenção positivamente a hidratação na corrida. Das provas que eu participei da Yescom, foi a melhor, sem dúvida. Muita água, gelada, na maior parte do percurso de dois em dois quilômetros, além de um posto de isotônico (quando passei, estava tranquilo, mas muitos corredores pediram para que em 2012 haja mais mesas e mais gente entregando o isotônico porque acabou formando uma fila).
O visual é o principal atrativo da Volta da Pampulha. Está certo que os mineiros ficam meio cansados por correr lá, já que é o ponto de longões semanais, mas para visitantes como eu, que correm a prova uma vez por ano, chama a atenção demais. Além disso, o percurso bem plano, em sua maioria, é propício para um bom desempenho. Ou melhor, será quando acertarem a largada.

Vou ser repetitivo: a Yescom investe em muitos pontos, cria algumas polêmicas, mas segue sem resolver a largada em suas corridas maiores. Já escrevi aqui no blog inúmeras vezes, esse é o verdadeiro problema que deve ser discutido na São Silvestre. Vale o mesmo para a Meia Internacional do Rio de Janeiro, Maratona de São Paulo e, percebi na prática neste domingo (04), para a Volta da Pampulha. Levei mais de seis minutos para conseguir passar pelo tapete, o que seria evitado com uma divisão por ritmos. Está certo que o brasileiro adora largar lá na frente e contribui para a confusão (voltarei a esse assunto ainda nesta semana, em outro texto).
O problema na Pampulha, inclusive, chega a ser maior do que na São Silvestre, porque a via é mais estreita do que a Avenida Paulista. Assim, com a muvuca na largada, se você não ficou um tempão em pé ou passou pela grade, consegue começar a correr só depois do km 4 e vai ter uma liberdade maior após o km 8. Como o trecho é sinuoso, nessa parte, então, a tangência fica de lado e acaba correndo mais. Pelo meu Garmin, deu 18,2 km! A prova que o trajeto da Pampulha é muito bom para correr: consegui, mesmo fazendo 5:35 no primeiro quilômetro e mais de 4:30 no km 2 e 3, fechar em 1:17:33 no tempo líquido (1:23:15 no bruto!), média de 4:21 por km.
Fazendo um balanço geral, vale a pena conhecer a Volta da Pampulha. Os mineiros vão te receber de braços abertos. Quem sabe não nos encontramos em 2012.