Sao 18:40 de domingo, e estou passando de carro pelo Elevado do Joá, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Há 10 horas atrás passei por esse mesmo elevado correndo, pela Golden 4.
A medida em que vou dirigindo, vou relembrando as sensações destes 3 km finais da prova. A subida que derruba quase todos corredores. E aquele sol. Ah, o sol… Impiedoso, já estava presente às 7 horas da manhã na largada. E se fez sentir ainda mais forte nessa subida do Elevado do Joá. Depois, um pouco de túnel abafado e, logo em seguida, começa uma descida boa, daquelas que a gente senta o pé para tirar o atraso da subida, que nos leva até São Conrado, onde a prova termina. E sinto um prazer diferente, de missão cumprida, ao passar dirigindo pelo mesmo trajeto da corrida.
Eu tenho um carinho especial por essa prova, foi nela em 2012 que eu bati meu recorde pessoal em Meias. De fato, em sua 4ª edição a Golden4 caiu definitivamente no gosto do carioca, como uma das Meias mais rápidas da cidade. Esse ano as quase 5.000 inscrições se esgotaram com semanas de antecedência e a movimentação nas redes sociais não deixava dúvidas da animação dos corredores.
O percurso da prova aqui no Rio é praticamente uma linha reta a maior parte do tempo, pelo litoral da praia do Recreio, Reserva e Barra da Tijuca. Ou seja, até o km 16 era sol na cara e o mar do lado, sempre nos tentando, convidando a gente para uma pausa e um mergulho.
Eu encarei a prova mais como um treino do que uma competição alvo, pois estou na reta final do treinamento para a Maratona de Porto Alegre. Então cheguei na largada bem calmo, sem o “sanguenozóio”. Mas não adianta, quando a corrida começa e você vê aquele povo correndo do seu lado, você acaba indo mais rápido do que o planejado. Peraí, só vou alcançar aquele cara ali. Opa, aquele outro tá diminuindo, tenho que ultrapassá-lo. Um cara correndo fantasiado de The Flash? Tenho que chegar antes dele, para falar pro meu filho que ganhei do The Flash!
Quanto à organização, a G4 realmente não deixa muito a desejar. Algumas pessoas falaram de demora no atendimento médico, eu não vi nada relacionado para afirmar. Só melhoraria a hidratação: o primeiro posto tinha água e isotônico quentes. Sem falar que o isotônico vem naqueles copos de plástico cheios, ou seja, você toma um banho, se mela todo, mas não consegue botar o bendito isotônico pra dentro da boca.
A surpresa agradável para mim foi a medalha. Enorme! Nunca ganhei uma medalha tão grande!
E que venha a Maratona de Porto Alegre!
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