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Corrida Segura: um novo marco para a saúde dos corredores de rua

3º Summit ABRACEO CBAt

A conscientização sobre a importância dos cuidados com a saúde para praticantes de corrida de rua ganhou um reforço essencial. Nesta segunda-feira (31/03), durante o 3º Summit ABRACEO CBAt, foi assinado um Termo de Cooperação Mútua entre a ABRACEO (Associação Brasileira dos Organizadores de Corrida de Rua), a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE). A Associação dos Treinadores de Corridas de Rua (ATC) também aderiu à iniciativa, tornando-se a primeira entidade a se unir ao projeto.

O objetivo da parceria é criar, divulgar e implementar a Campanha Corrida Segura, uma iniciativa voltada para a educação dos corredores sobre a necessidade de acompanhamento médico e prevenção de eventos adversos durante as provas. A campanha busca reforçar que o crescimento da modalidade deve ocorrer com responsabilidade e atenção à integridade física dos praticantes.

O evento contou com a presença de importantes nomes do esporte e da medicina, como o presidente da Federação Sul-Americana de Atletismo e integrante do Conselho da World Athletics, Hélio Gesta de Melo.

O cardiologista e médico do esporte Mateus Freitas Teixeira ressaltou que a prevenção deve ser uma prioridade. “Comprei um tênis tal, uma camiseta tal. Será que eu fui ao médico”, questionou.

Uma das propostas debatidas no painel Corrida Segura, conduzido pelo médico Aézio Magalhães, é a inclusão na Norma 7 da CBAt de uma recomendação – e futuramente uma exigência – para que corredores passem por avaliação médica anual. A ideia não é impor a apresentação de atestados para cada corrida, mas sim criar um banco de dados que estimule a prevenção de riscos, evitando mortes súbitas e aumentando a segurança dos eventos.

“Estamos junto com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) no grande desafio de transformar o Brasil numa nação esportiva, mas isso passa por um crescimento responsável, não só no número de participantes, não apenas para movimentar o business do esporte, o turismo, mas com a atenção voltada para a integridade física do desportista, da pessoa que quer viver o mundo fantástico do esporte e da corrida de rua, mas em segurança”, afirmou Wlamir Motta Campos, presidente da CBAt. Guilherme Celso, presidente da ABRACEO, reforçou a necessidade da campanha, destacando que, embora o número de mortes súbitas em provas seja baixo, a repercussão é sempre muito negativa. “A CBAt entrando com a Norma, os organizadores de corrida ficam mais seguros e protegidos e os corredores mais conscientes”, disse.

A ATC, por sua vez, destacou o papel dos treinadores na disseminação dessa conscientização. Douglas Melo, da ATC, ressaltou que os corredores pedem aos técnicos até mesmo orientação do que comer na véspera da corrida e que já cresceu a conscientização sobre a ideia “de passar pelo médico”. Mas observou que, ao mesmo tempo em que cresceu muito o número de participantes e de assessorias, cresceu também de informações na internet e daqueles que começam a partir disso antes de recorrer a um treinador, uma assessoria. “Os treinadores estão juntos pela Corrida Segura”, afirmou.

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