Vivemos em um mundo de possibilidades, inclusive alimentares. Uma ida ao supermercado é capaz de deixar qualquer um confuso. Como escolher entre tantas opções? Entre tantas marcas? A indústria alimentícia trouxe praticidade à vida das pessoas, criou soluções para reduzir o tempo que passamos na cozinha e para diminuir a quantidade de gordura e açúcar de muitos alimentos. Contudo, o que se observa é que tais soluções não foram capazes de minimizar uma série de problemas de saúde. Os brasileiros estão cada vez mais gordos, em todas as faixas etárias e classes sociais, e doenças como diabetes, hipertensão e diversos tipos de câncer são cada vez mais comuns.
Adeptos da dieta paleolítica ou dieta do paleolítico advogam que devemos voltar às origens, pois o ser humano não foi programado para consumir alimentos industrializados, os quais veiculam corantes, conservantes, aditivos alimentares, adoçantes e outros compostos prejudiciais à saúde. De acordo com os defensores da dieta paleolítica, devemos nos inspirar em nossos ancestrais da idade da pedra e adotar uma alimentação orgânica, rica em frutas, verduras, raízes, sementes, ovos e carnes de caça.
Alimentos que não faziam parte da dieta naquele período ou até de milhares de anos depois são excluídos: açúcar ou quaisquer alimentos adoçados, laticínios e suplementos a base de leite (como o whey protein), cereais e preparações a base de cereais (como pães e biscoitos), leguminosas (feijão, soja, lentilha, ervilha, grão de bico) e, obviamente, todos os industrializados.
Como pontos positivos da dieta paleolítica destacam-se o alto teor de proteínas, vitaminas, minerais, fitoquímicos, fibras, gordura mono e poli-insaturada, baixo teor de sódio e açúcar.
Como pontos negativos estão a restrição de fontes de carboidratos que fazem parte da cultura alimentar de diversos povos e que fornecem energia para as corridas, como arroz, quinua, chia e aveia. Além disso, quantidades diminuídas de carboidrato ou energia na dieta podem gerar perda de massa magra, diminuição na produção de hormônios relacionados ao bem estar, como a serotonina. Também é importante ficar de olho no consumo de cálcio para não prejudicar a contração muscular nem diminuir a massa óssea. No caso da exclusão completa dos leites e derivados, recomenda-se o uso de suplementos de cálcio.
SUGESTÕES DE PROTEÍNAS:
– Peixes – como atum, salmão, sardinhas – e frutos do mar
– Ovos cozidos
– Frango ou carne grelhados
OPÇÕES DE CARBOIDRATOS
– Batata doce, cenoura, beterraba, abóbora e outros vegetais em abundância
– Frutas em geral
OPÇÕES DE GORDURA
– Óleo de coco
– Coco
– Castanhas e outras sementes
– Azeite
– Abacate
– Açaí
Alguns seguidores, especialmente quando muito fisicamente ativos, não são tão radicais e recorrem ao consumo de laticínios e alguns cereais. Esta é uma boa opção para aqueles que querem substituir alimentos menos saudáveis (como doces, bolos, pizzas, refrigerantes, sucos industrializados) por melhores opções. A dica é: se for reduzir seu consumo de cereais, vá com calma para não prejudicar demais seus treinos. Ao mesmo tempo, siga aumentando o consumo de frutas e verduras. E evite as frituras, dica que serve para todo mundo.